O período do Congo Belga, especialmente sob o "Estado Livre do Congo" (1885-1908), é reconhecido como um dos capítulos mais brutais da colonização africana, caracterizado por um regime de terror pessoal do Rei Leopoldo II para a extração de borracha e marfim.
- Propriedade Pessoal: Diferente de outras colônias, o Congo era propriedade privada do Rei Leopoldo II da Bélgica, não do Estado belga.
- Extração de Borracha ("Red Rubber"): Com o aumento da demanda por borracha (automóveis/bicicletas), os congoleses foram forçados a coletar látex sob quotas inatingíveis.
- Violência Extrema: A Force Publique (exército privado) queimava aldeias e fazia reféns mulheres e crianças.
- Mutilações: A mutilação física, particularmente cortar as mãos de homens, mulheres e crianças, era a punição comum por não atingir as cotas de produção.
- Genocídio: Estima-se que cerca de 10 milhões de pessoas morreram devido a assassinatos, fome e doenças.
- Alice Harris e John Harris: Missionários da Congo Balolo Mission cujas fotografias de crianças com mãos amputadas causaram choque na Europa e nos EUA, servindo como evidência crucial da atrocidade.
- William Henry Sheppard: Um missionário afro-americano presbiteriano que relatou massacres e mutilações na região de Kuba, enfrentando processos por difamação movidos por empresas concessionárias.
- Edmund Dene Morel: Jornalista britânico que, com o apoio de missionários, expôs o regime de escravidão através da Congo Reform Association.
- Conflitos e Crise Humanitária: O país vive um dos maiores e mais esquecidos conflitos do mundo. A região leste (Kivu do Norte/Sul) é palco de disputas de grupos rebeldes (como o M23).
- Pobreza e Recursos: Apesar de possuir reservas imensas de coltan, cobre e cobalto (minerais essenciais para tecnologia moderna), a RDC é um dos países mais pobres do mundo.
- Violência Estrutural: Relatos de violência sexual, trabalho forçado e recrutamento de crianças-soldados persistem.
- Consciência Histórica: Em 2020, o Rei Philippe da Bélgica expressou "profundo pesar" pelas atrocidades cometidas, mas desculpas formais totais ainda são debatidas.