quarta-feira, 23 de setembro de 2026

EL NIÑO

 

O aquecimento que caracteriza o fenômeno El Niño se origina na superfície e se estende para o fundo (ou seja, da superfície para as camadas subsuperficiais). [1]
O processo acontece devido à forte interação entre a atmosfera e o oceano: [1]
  1. Condições Normais: Os ventos alísios sopram de leste para oeste, empurrando a água aquecida pelo Sol na superfície do mar em direção à Indonésia. Isso força a subida de águas profundas e frias no lado da América do Sul (processo chamado de ressurgência). [1, 2, 3]
  2. Durante o El Niño: Esses ventos alísios enfraquecem ou mudam de direção. Sem o vento para empurrá-la, a imensa piscina de água quente superficial que estava acumulada no oeste recua e se espalha pela superfície do Pacífico Equatorial Central e Oriental (perto do Peru e Equador). [1, 2, 3]
  3. Efeito no fundo: Esse "manto" de água quente na superfície suprime a ressurgência, impedindo que a água fria das profundezas consiga subir. Como resultado, a camada aquecida da superfície se torna mais espessa, aprofundando a termoclina (a fronteira que divide as águas quentes superficiais das águas profundas e frias). [1, 2]
Portanto, o gatilho inicial é o calor solar armazenado na superfície do oceano associado à mudança na circulação dos ventos atmosféricos. [1, 2]
Se você quiser, posso detalhar mais sobre:
  • Como os meteorologistas usam as boias subaquáticas (ondas Kelvin) para prever o fenômeno.
  • Quais são os impactos previstos do atual El Niño na sua região.
Como você gostaria de prosseguir?
El Niño – Wikipédia, a enciclopédia livre

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